histeroscopia

De forma simples: este é um exame de inspeção do interior do útero (cavidade uterina).

Com um princípio parecido com a endoscopia (que visualiza o esôfago e o estômago), a histeroscopia geralmente é feita no próprio ambulatório pelo médico e não necessita necessariamente de internação ou mesmo anestesia.

Ela é realizada da seguinte forma: com a paciente em posição ginecológica, é introduzido o histeroscópio (um tipo de sonda com uma luz e uma pequena câmera na ponta) através do colo, no interior da cavidade do útero.

Ao alcançar o corpo uterino, injeta-se no seu interior soro fisiológico ou gás carbônico para que distendam cavidade evidenciando as suas paredes internas. Assim, paciente e o médico conseguem visualizar em tempo real toda a cavidade. A câmera permite filmar e fotografar para documentação e posterior análise do exame se necessário.

Como dito, o exame é bem curtinho. Apesar de raros ou bem fracos, os sintomas pós-procedimento mais comuns são cólicas e sangramentos que podem durar poucos dias.

O ideal é que a mulher o faça logo após a menstruação (ou seja, na primeira fase do seu ciclo), entre o 5º e o 14º dia.

Por que fazer um exame de histeroscopia?

Para começar, é importante ressaltar os casos ou situações que este exame não deve ser realizado: gravidez em curso, sangramento volumoso (o que inclui a menstruação), alguma inflamação ou complicação pélvica sem tratamento adequado. Ela também nunca é feita sem motivo aparente, mas sim, por exigência médica.

A histeroscopia pode ser importante no diagnóstico da infertilidade e também investigar causas de abortos de repetição. Além disso, a lista de situações que o exame se encaixa é grande, dentre elas podemos destacar aquelas com suspeita de má-formações uterinas, sangramento genitais anormais e espessamentos endometriais diagnosticados no ultrassom.

Após o diagnóstico histeroscópico pode haver a necessidade da realização do tratamento clínico ou cirúrgico. Os casos cirúrgicos deverão ser analisados definindo-se a melhor abordagem da patologia em questão.

Dito isto, a histeroscopia poderá ser utilizada para o tratamento de algumas patologias intrauterinas na sua versão cirúrgica. Esta modalidade deve ser realizada no hospital pois necessita de anestesia. O histeroscópio é maior e permite a utilização de instrumentais que são introduzidos na cavidade uterina, juntamente com a ótica.

E então, gostou de aprender um pouco mais sobre o exame de histeroscopia? Se ficou alguma dúvida sobre o procedimento ou sintomas, é só deixar um comentário que logo mais responderemos. Estamos aqui para te ajudar!