Quatro super dicas para aumentar a fertilidade do casal

Ter uma boa saúde, sobretudo dos órgãos reprodutivos, é uma das condições determinantes para o casal que deseja ter filhos. Mas já se sabe que os hábitos comportamentais de mulheres e homens podem interferir na fertilidade do casal, em termos qualitativos e quantitativos. E é isso que vamos abordar em nosso artigo, a seguir.

1. CUIDADO COM A ALIMENTAÇÃO

Deve ser o primeiro passo para a mulher que deseja engravidar. Estudos da Sociedade Americana de Reprodução Humana (American Society for Reproductive Medicine) demonstram que as alterações na alimentação devem ocorrer de três meses a um ano antes das tentativas de engravidar. Começando pela substituição dos carboidratos refinados por integrais e pelo consumo de porções de frutas na dieta diária.

  • Vitamina C: Presente nas frutas e vegetais, previne e proteger o organismo de substâncias tóxicas e é um potente antioxidante. Melhora a qualidade dos óvulos;
  • Ômega 3: Salmão, atum, sardinha e óleo de linhaça são excelentes fontes desse nutriente, que ajuda no desenvolvimento intelectual do bebê;
  • Ácido fólico: Fígado de frango, vegetais verde-escuros (espinafre, agrião, couve e outros) e levedo de cerveja são fontes de ácido fólico. Faz parte da família do Complexo B e é primordial, desde a fecundação até o final da gravidez, uma vez que ajuda na formação do sistema nervoso do bebê. Também é um excelente agente de renovação celular;
  • Licopeno: Por ser antioxidante, diminui a produção de radicais livres, os quais podem causar a malformação das células reprodutivas da mulher. É encontrado principalmente no tomate, no chá-verde, e na melancia e goiaba vermelha, sobretudo se consumidos quentes – para ativar o licopeno.
  • Vitamina E: Gérmen de trigo, nozes e azeites são ótimas fontes de vitamina E, que melhora a parede do útero e ainda fortalece a placenta;
  • Água: Ingerir líquidos é fundamental para qualquer pessoa, pois mantém nosso corpo saudável e funcionando bem. Beber no mínimo 1,5 litros de líquidos como água, chá e sucos diariamente ajuda a regular as funções do organismo e faz com que as reações químicas orgânicas ocorram de forma adequada.

2. MANTER O PESO

O Índice de Massa Corpórea (IMC) – peso dividido pela altura ao quadrado – deve estar sempre 20 e 25. A obesidade oferece riscos como infertilidade, parto prematuro, óbito da criança, dificuldade no trabalho de parto, diabetes na gravidez, hipertensão e distúrbio na tireoide.  Também pode refletir no peso do feto, fazendo-o nascer obeso e apresentar hipoglicemia logo após o nascimento.

3. NÃO FUMAR

A Organização Mundial da Saúde (OMS) explicita frequentemente que o Tabagismo é a principal causa de morte evitável – reconhecida amplamente como doença crônica.

Segundo o estudo “Evidências Científicas sobre Tabagismo para Subsídio ao Poder Judiciário”, baseado em vivências clínicas e produzido em 2013 entre o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Ministério da Saúde, o risco de infertilidade nas mulheres fumantes em idade reprodutiva é 60% maior, quando comparadas às não-fumantes. As funções reprodutivas são alvos das substâncias tóxicas da fumaça do tabaco, as quais interferem no funcionamento das trompas, aumentam o risco de gestações problemáticas, abortos espontâneos e outras intercorrências. Nos homens, fumar pode reduzir a contagem e o movimento dos espermatozoides.

4. SE ATENDAR À IDADE

Logicamente que a idade materna influencia no potencial de gravidez do casal, pois quanto maior a idade da mulher, maior a queda progressiva da fertilidade, justamente pela perda de capacidade dos óvulos. E o mesmo se aplica aos homens, em um grau bem menor, onde a idade avançada pode estar relacionada a alterações na produção e na qualidade dos espermatozoides.

Referências:

http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/comunicacao/Tabagismo_para_Subsidio_Poder_Judiciario.pdf – Estudo “Evidências Científicas sobre Tabagismo para Subsídio ao Poder Judiciário”, baseado em evidências clínicas, produzido em parceria entre o Instituto Nacional do Câncer (Inca), Associação Médica Brasileira (AMB) e Ministério da Saúde e apresentado em 2013.

http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/saiba-quais-sao-os-beneficios-da-agua-para-o-organismo/ – Com informações da médica Marta Duenhas, especialista em nutrição clínica e nefrologia do Hospital do Servidor Público e do Hospital Brigadeiro.

https://www.acog.org/Patients/FAQs/Evaluating-Infertility – Questionário com perguntas frequentes sobre saúde da mulher – Avaliando Infertilidade, publicado em outubro de 2017 pelo The American College of Obstetricians and Gynecologists – The College (ACOG).