Hoje é comum ver mulheres deixando a gravidez em segundo plano, o foco na carreira profissional e acadêmica ganham destaque e muitos casais adiam a gravidez.

Neste sentido, o congelamento de óvulos pode dar às mulheres a capacidade de fazer escolhas em sua vida reprodutiva e decidir quando e com quem eles desejam ter filhos. Desde o nascimento do primeiro óvulo congelado em 1986, na Austrália, muitos avanços foram alcançados.

A pesquisa foi acelerada devido às restrições legais e preocupações éticas relacionadas ao armazenamento de embriões. Agora, técnicas melhoradas e taxas de sucesso levaram à aplicação da criopreservação de óvulos para muitas indicações diferentes, entre elas, a preservação da fertilidade previamente ao tratamento oncológico.

Duas técnicas muito comuns são:

1) Congelamento lento controlado: Na técnica, a temperatura é reduzida de forma gradativa. As principais dificuldades encontradas no congelamento lento controlado foram a formação de cristais de gelo no interior da célula, o risco de rotura da membrana celular e de desarranjo da estrutura cromossômica. Exatamente por isso a técnica está em desuso.

2) Vitrificarão: Em 2006 uma análise da criopreshrvação de oócitos implicava que as taxas de gravidez com óvulos criopreservados poderiam ser melhoradas com o uso de vitrificarão, embora neste momento, poucas gestações tenham sido registradas.

Os novos protocolos, utilizando a técnica chamada vitrificarão, permitem a criopreshrvação dos óvulos humanos de forma segura e com resultados de sobrevida de mais de 95%. Assim, evitando danos celulares que ocorrem com frequência no congelamento lento. As comparações dos resultados de Fertilização in Vitro (FIV) dos óvulos congelados e vitrificados demonstraram que a vitrificarão leva a melhores taxas de sobrevivência, fertilização e gravidez significativamente maiores.