Seja por costume ou mesmo por preguiça, a relação dos brasileiros com o uso dos preservativos ainda é complicado. Segundo uma pesquisa feita pela Gentis Panel, só 37% dos brasileiros usam a camisinha sempre ou com frequência.

O dado é alarmante visto o tamanho do problema. Além de ser o único método que comprovadamente evita a transmissão do vírus HIV e que também pode impedir uma gravidez, também protege o corpo contra inúmeras ameaças.

Quais as doenças sexualmente transmissíveis que os preservativos evitam?

Como dito, a camisinha ainda é um enorme aliado quando o assunto é combater o HIV. Apesar dos tratamentos e remédios que, hoje em dia, se popularizaram, o vírus continua não tendo cura e só no ano passado foi o causador da morte de cerca de 14.000 pessoas (conforme estimativa da UNAIDS para o Brasil).

Porém, além do HIV, usar preservativos garante proteção contra:

  • Sífilis
  • Gonorreia
  • Herpes
  • Clamídia
  • Hepatites B e C
  • E outras doenças.

E é bom ficar atento e não se enganar. Apesar de sífilis, herpes e gonorreia serem conhecidas como infecções de fácil tratamento, comumente precisando apenas de pomadas, ainda assim podem causar um baita estrago.

Existe alguma doença que o uso preservativo não proteja?

Duas doenças sexualmente transmissíveis são sabidamente não preventivas com o preservativo: O HPV (papilomavírus humano), uma das principais doenças sexualmente transmissíveis e que atingem homens e mulheres. Além de poder produzir verrugas genitais de difícil tratamento, é uma das causas comprovadas do câncer genital.

Atualmente a imunização do HPV é a mais poderosa arma de combate ao vírus e ao câncer genital, cujo mais importante representante, devido a sua frequência e mortalidade é o de colo uterino.

No entanto, naquelas pessoas que se contaminaram é preciso ter em mente que os tecidos genitais devem ser avaliados e acompanhados, o colo do útero com o exame de Papanicolau, e se houver a necessidade, os exames especializados de colposcopia, vulvoscopia e peniscopia poderão ser utilizados.

A outra doença não prevenível através de preservativos é o popular piolho genital, conhecido como “chato”, que ficam instalados nos pelos pubianos e que podem ser transmitidos tanto no ato quanto numa simples troca de roupa de cama. Seu tratamento é simples e a base de remédios tópicos.

A relação dos jovens com a camisinha

Ainda que muitos desses dados possam refletir uma cultura ainda não acostumada com a presença dos preservativos na relação sexual — a distribuição gratuita de camisinhas masculinas teve início no Brasil apenas em 1994 — os jovens ainda assim são resistentes ao seu uso.

Ainda segundo a pesquisa, 28% dos que não se protegem têm entre 20 e 29 anos de idade. Estranho se colocar em perspectiva o quanto eles e elas cresceram cercados por campanhas de conscientização.

A culpa é de quem? Não dá para ter certeza. Talvez a imprudência própria da idade, o uso de álcool e drogas ilícitas ou mesmo o receio de não ter prazer com o uso de preservativos. De qualquer forma, é um dado para ficarmos atento.

A solução ideal é conversar com filhos sobre educação sexual ao atingirem a idade apropriada e buscar conscientizá-los de que uma vida saudável vale mais à pena que uma transa desprotegida.

E, com isso, lembrá-los sempre do uso dos preservativos em qualquer relação sexual que tiverem.

E os idosos, como ficam?

Ainda conforme a pesquisa, 63% das pessoas na faixa etária entre 60 e 80 anos negligencia o uso de preservativos. Costume, falta de prática, estranhamento. São inúmeros os motivos alegados, porém, mesmo assim, o risco de infecção é o mesmo.

Segundo Ministério da Saúde, na última década dobrou o número de pessoas da terceira idade infectadas pelo vírus HIV.

O espectro de doenças sexualmente transmissíveis sempre vai rondar a sociedade. Muito além de evitar uma gravidez indesejada, é imprescindível para manter a saúde. Tanto sua, quanto do seu parceiro.

E então? Ficou alguma dúvida sobre o uso de preservativos, quais doenças evita ou mesmo como usá-las? Se sim, é só deixar um comentário que faremos o possível para responder!